30/7/08
Cuidado com os falsos rompimentos
Em um outro post comentei que essa história de preço-alvo e indicação de corretoras é balela, pois não podemos atestar a real independência destas instituições e se o preço-alvo não for alcançado o que se pode fazer? A única coisa que podemos fazer é reclamar nos blogs de investidores (coisa muito comum, basta ler os comentários que sempre tem alguém se lamuriando).
Outra situação que vire e mexe gera problemas são os famosos rompimentos. Dez em dez já leram coisas do tipo: “se o papel ultrapassar o valor X, poderá chegar a Y”; ou então “se perder o suporte W, testará o Z”. Eu mesmo já caí nestas armadilhas tanto para mais quanto para menos. Isto é compro no rompimento, o papel volta ou vendo na perda do suporte e o papel reverte. È um saco.
Atualmente não vejo só o rompimento, mas avalio o papel e o gráfico com um todo, e não apenas as linhas. O gráfico da VALE aí embaixo tem dois exemplos recentes.
Em 15 de maio o papel rompeu a sua máxima histórica de R$ 55,77 e fechou cotado a R$ 56,84. Na época muita gente viu que superada a barreira histórica o papel buscaria rapidamente os R$ 80,00. Na minha ignorância, eu fiquei desconfiado.Essa desconfiança me valeu dinheiro, pois o rompimento durou exatos cinco pregões e de lá em diante todos sabemos o que aconteceu.
Porque fiquei desconfiado? Apesar de o papel subir, duas coisas me incomodavam profundamente. 1- A máxima foi rompida com o estocástico no topo (seta) e uma regra básica é não operar comprado com estocástico no topo. Da onde viria o dinheiro para novas máximas? 2 – O MACD-H estava praticamente plano quando a máxima foi ultrapassada, mostrando que os touros estavam dando seus últimos suspiros.
A pergunta final é: e como ainda demoraram cinco pregões para a queda? Duas respostas: os profissionais e os amadores. Os profissionais querendo seu último lucro antes de pular fora e os amadores acreditando no que dizia sua corretora.
O inverso pode estar ocorrendo agora. Na última sexta-feira o papel perdeu os R$ 39,90 que era denominado um “poderoso suporte”. Houve desespero e o papel chegou às proximidades de R$ 36,00. Mais uma vez fiquei desconfiado. O papel vinha sendo extremamente castigado haviam mais de 6 semanas. Como poderia perder este suporte a esta altura? Mais uma vez o gráfico desmentia os (agora) pessimistas. Veja o MACD, MACD-H e estocástico. Todos no piso. Regra básica: não se opera vendido com estocástico no piso.
Mas porque caiu até quase R$ 36,00? Duas respostas.
Abraço a todos.
criado por barbosam74
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