6/8/08
Por estar viajando a trabalho não pude postar minhas tradicionais avaliações de final de semana.
Ainda não voltei de viagem, mas hoje dei uma olhada no mercado e vi que está tudo meio obscuro. Altas e baixas se alternando, porém a vale continua fazendo fundos.
Agora que cheguei a um porto seguro vou poder atualizar meus gráficos e tentarei postar até o final do dia alguma avaliação.
Mas não prometo.
30/7/08
Em um outro post comentei que essa história de preço-alvo e indicação de corretoras é balela, pois não podemos atestar a real independência destas instituições e se o preço-alvo não for alcançado o que se pode fazer? A única coisa que podemos fazer é reclamar nos blogs de investidores (coisa muito comum, basta ler os comentários que sempre tem alguém se lamuriando).
Outra situação que vire e mexe gera problemas são os famosos rompimentos. Dez em dez já leram coisas do tipo: “se o papel ultrapassar o valor X, poderá chegar a Y”; ou então “se perder o suporte W, testará o Z”. Eu mesmo já caí nestas armadilhas tanto para mais quanto para menos. Isto é compro no rompimento, o papel volta ou vendo na perda do suporte e o papel reverte. È um saco.
Atualmente não vejo só o rompimento, mas avalio o papel e o gráfico com um todo, e não apenas as linhas. O gráfico da VALE aí embaixo tem dois exemplos recentes.
Em 15 de maio o papel rompeu a sua máxima histórica de R$ 55,77 e fechou cotado a R$ 56,84. Na época muita gente viu que superada a barreira histórica o papel buscaria rapidamente os R$ 80,00. Na minha ignorância, eu fiquei desconfiado.Essa desconfiança me valeu dinheiro, pois o rompimento durou exatos cinco pregões e de lá em diante todos sabemos o que aconteceu.
Porque fiquei desconfiado? Apesar de o papel subir, duas coisas me incomodavam profundamente. 1- A máxima foi rompida com o estocástico no topo (seta) e uma regra básica é não operar comprado com estocástico no topo. Da onde viria o dinheiro para novas máximas? 2 – O MACD-H estava praticamente plano quando a máxima foi ultrapassada, mostrando que os touros estavam dando seus últimos suspiros.
A pergunta final é: e como ainda demoraram cinco pregões para a queda? Duas respostas: os profissionais e os amadores. Os profissionais querendo seu último lucro antes de pular fora e os amadores acreditando no que dizia sua corretora.
O inverso pode estar ocorrendo agora. Na última sexta-feira o papel perdeu os R$ 39,90 que era denominado um “poderoso suporte”. Houve desespero e o papel chegou às proximidades de R$ 36,00. Mais uma vez fiquei desconfiado. O papel vinha sendo extremamente castigado haviam mais de 6 semanas. Como poderia perder este suporte a esta altura? Mais uma vez o gráfico desmentia os (agora) pessimistas. Veja o MACD, MACD-H e estocástico. Todos no piso. Regra básica: não se opera vendido com estocástico no piso.
Mas porque caiu até quase R$ 36,00? Duas respostas.
Abraço a todos.
Na verdade ainda não chegou lá. O número exato é 1197 acessos neste mês, o que dá cerca de 40 por dia. Nunca pensei que seria tão visitado, principalmente porque meus posts não são tão freqüentes. Mas isso reflete o interesse dos investidores em coletar o máximo de informações possíveis buscando o sucesso de suas operações.
Tenho também plena consciência que este número só foi alcançado graças à referência feita pelo Alessandro Martins no blog iniciante na bolsa, a quem agradeço com toda sinceridade.
Agradeço também, claro, a todos que visitam o blog, pois isso me estimula a continuar postando, fazendo com que eu me sinta compromissado a atualizar o blog. Nos finais de semana já tenho que preparar minhas avaliações pois vejo que mais gente visita aos sábados e domingos já nessa expectativa.
É isso aí, espero estar ajudando iniciantes como eu a entender este apaixonante mundo dos investimentos e a decifrar o enigma chamado “mercado”.
Abraço a todos.
28/7/08
Estava dando uma lida nos blogs e me chamou atenção um comentário feito no iniciante na bolsa sobre um post muito importante que orienta a nós, novatos, não operar contra uma tendência. É uma regra simples, importante, mas que insistimos em não obedecer por muitos motivos, mas o principal deles é que não queremos admitir que cometemos um erro. Aí permanecemos no erro, na esperança de um dia, quem sabe o papel mudar o a tendência. Quando isso acontece, geralmente já ocorreu um desastre financeiro que vai demorar alguns meses para ser reparado.
Então me ocorreram duas passagens interessantes, que li nos dois livros que mudaram totalmente minha maneira de ver o mundo das finanças em momentos distintos. O primeiro abriu minha cabeça para a importância de você gerenciar seus investimentos para que alcance uma renda que seja independente do seu trabalho. Com certeza todos já leram este livro e se não leram precisam ler. O livro se chama pai rico, pai pobre e, em determinado momento, o autor, que se especializou em imóveis diz uma máxima dos negócios: “o lucro, se consegue na compra e não na venda”. Pode ser verdade para o mercado imobiliário mas não para o mercado de ações.
No mercado de ações ocorre o contrário. Isso eu aprendi no segundo livro a que me refiro. Este livro foi essencial para que eu entendesse com se deve operar no mercado de ações. Provavelmente a maioria já leu e se não leu tem obrigação de ler, pois é biografia operatória para qualquer um que pretenda se aventurar no mercado de ações. O livro é do Alexander Elder e chama-se como operar no mercado ações. O autor diz exatamente o contrário da afirmação anterior. No mercado de ações o lucro se dá na venda, pois nada impede do papel voltar ao seu preço anterior, o até abaixo disso. E mais, nada garante que ele voltará a aquela máxima onde esteve recentemente.
Comigo mesmo já aconteceu várias vezes (antes de começar a ver gráficos) de o papel chegar a máximas e eu tendo lucro de 30% ou mais, e entrar depois em baixa corroendo tudo que eu imaginava ter ganho e que seria meu para sempre.
Eu não sou conselheiro, vidente nem guro. Escrevo este blog para compartilhar idéias e se alguém está pensando em ficar rico lendo minhas análises é problema seu. Escrevo o que vejo, e não o que vai acontecer. Mas se alguém aceitar dou um único conselho: embolse seu lucro ao primeiro sinal de reversão. Mesmo que ela não aconteça, você ainda terá seu lucro e poderá usá-lo em outra operação ou guardá-lo em um investimento mais conservador. Vou deixar mais um de lambuja: a bolsa não é uma competição, sendo assim, não insista em operações perdedoras só para não admitir que errou. Assuma o erro, realize o prejuízo pois é o risco do negócio. Quanto mais cedo você assumir que errou, menos dinheiro perde.
É isso aí, bons investimentos a todos.
27/7/08
Após mais uma semana negativa, o Ibovespa entra na última semana de julho com o estigma de ter entrado tecnicamente em “bear market”. Os motivos continuam os mesmos, crise bancária nos estados unidos, aumento dos juros e inflação em alta no Brasil. O que esperar para a última semana do mês?
Ibovespa
O gráfico semanal continua mostrando forte tendência baixista e o MACD está entrando em terreno negativo, o que não acontecia desde 2002.
Apesar disso, espero uma semana positiva para o Ibovespa. Não significa necessariamente uma reversão, mas o gráfico diário tanto do Ibovespa como de papéis importantes como vale, Gerdau e CSN demonstram um certo esgotamento da força vendedora. A baixa de sexta-feira com fraco volume também me estimula a acreditar em uma semana de recuperação para o índice.
Petrobrás
O gráfico semanal mostra o papel vendido e mantendo a força vendedora, sem sinais de reversão no momento. Me chamou a atenção os preços estarem na base do envelope, o que é geralmente um bom momento de compra pois os preços tendem a buscar suas médias móveis.
No diário, o movimento ocorrido na sexta-feira pode ter dado um sinal de alta. Acredito que pode ocorrer uma alta na semana, porém sem muita convicção.
Vale
Já comentei na quinta e na sexta-feira. Mantenho minha posição acreditando em recuperação dos preços na semana.
Só uma nota. Apesar de acreditar em uma alta na semana, ainda não dá para falar em reversão da tendência baixista e não estou disposto (como investidor) a entrar em nenhuma operação com os papéis citados, pois os indicadores de tendência (MACD e MMe) continuam apontando para baixo.
25/7/08
Da última vez eu me lembro bem. Eu ia viajar e não entendia nada de gráfico mas achava ( a ignorância é uma bênção) que a vale caíra demais e poderia ser a hora de comprar. Orientei meu corretor a comprar caso subisse no dia seguinte pois eu iria viajar e não acompanharia o mercado.
O papel disparou e no final da semana fiquei feliz achando que tinha me dado bem.
Mas corretor é um problema. O cara não comprou no dia porque "subiu demais", e não comprou nos outros dias porque "não parava de subir". Não sei porque esses caras só querem que compremos quando está caindo.
Não sei o que vai acontecer segunda feira mas que tá parecido.
Acabei omitindo mais tempo no gráfico porque queria que ficasse mais nítido.
24/7/08
Vale5 hoje continuou seu calvário iniciado ha nove semanas. Isto mesmo, mais de dois meses de queda para vale. Nestas horas o desespero bate à porta e nossos pensamentos não param. Onde será o fundo? De repente uma empresa elogiada por sua ótima administração e lucros crescentes se parece mais com um mico.
Quem acompanha o blog já percebeu que nas três ou quatro últimas semanas venho dizendo que a vale deve reagir, pois os vendedores estão sem forças e isso nunca acontece. O problema é que não sei quando isso vai acontecer exatamente. Se soubesse não estaria dando plantão à noite duas vezes por semana. O que sei é que o gráfico diário mostra claramente que não há mais força vendedora e o papel tem que dar uma reagida no curto prazo, mesmo que seja para buscar novas mínimas depois. A divergência é cada vez mais nítida e a recuperação está mais próxima. Quando vai ser?
Quem souber me avisa. O gráfico está aí.